divagarim novo

esse uol blog é bem chatinho e limitado. vou tentar nadar (bem divagarim) em outras praias.

http://divagarim.wordpress.com/

o que será desse bloguinho? terá o mesmo destino do da loba? tcham-tcham-tcham-tcahm... 



Escrito por clara às 10h37
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Comprar velcro, urgente!

Ganhei um iPad de dia dos namorados do meu maravilhoso namorido Chico. Fiquei passada. Não conseguir dormir de sábado para domingo. Passei o domingo configurando. Estou há tempos baixando loucamente aplicativos e mais aplicativos. Passeio pelas prateleiras visuais da iTunes Store e da Kindle como uma Sarah Jessica Parker na Quinta Avenida. Vivo com o iPad por perto, a ausência dele me dá certa falta de ar. Configurei sozinha todo ele, inclusive os e-mails (pessoal e de trabalho). Baixei brinquedinhos pra minha filha, mas fico tonta de ciúmes quando ela fica brincando com o iPad. Testei 5 aplicativos diferentes de twitter, 4 deles gratuitos. Ainda bem que preferi, até agora, o que paguei. Toda hora imagino algo para buscar e fazer no iPad. Sei que ele tem críticos, que tem falhas, que ainda não tem 3G nem multitarefas. Mas não consigo desgrudar do meu iPad, juro. Por isso eu digo: preciso comprar velcro, urgente!

iPad + Velcro from Jesse Rosten on Vimeo.



Escrito por clara às 14h25
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Lã fria

(publicado na @revistaaldeota #15 /via @clafritz)

Na livraria recém inaugurada, ela sentou-se diante da pequena plateia. Cruzou as pernas e as mãos sobre as pernas, diligentemente, sobre as quais descansava um grande volume colorido. As pessoas na platéia também se prepararam: um arrastar de cadeiras aqui, uma leve tossida ali. Acolá, uma risada de criança abafada por um “shhh” nervoso e tímido, ainda que autoritário. Então ela abriu o livro e limpou a garganta em um pigarro clássico. Retirou um fiozinho solto imaginário de sua calça de lã fria, ajeitou os óculos de armação moderninha sobre o nariz, pousou os olhos sobre a plateia, depois sobre o livro aberto e disse, solene: “era uma vez...”. Os olhos dos adultos, sobretudo os das crianças, se abriram um pouco mais; os ouvidos certamente faziam o mesmo. Após conferir o efeito de suas óbvias palavras sobre a assistência, ela repetiu seu “era uma vez...” e seguiu contando pausadamente a historinha infantil escolhida para a ocasião. Volta e meia levantava o livro e mostrava as figuras, momento em que as crianças tentavam se aproximar, sem sucesso – as mães zelosas jamais o permitiriam. Levantava o livro com seu arzinho de superioridade, aquele ar de quem, digamos, detém a informação. O livro sobrevoava a calça de lã fria, ficava acima da armação de óculos moderninha, pairava sobre o carpete gasto da livraria bacana, flutuava sob as lâmpadas fluorescentes – uma delas piscando de forma irritante. O livro voltava suas gravuras coloridas ora para as estantes de psicologia e filosofia, ora para a apetitosa seção de culinária, atravessando impassível toda literatura mundial em ordem alfabética. Para qualquer lado que o livro infantil se voltasse, sua história seria sempre a mesma: determinada festa de um grupo de bichos em certa floresta encantada. A história foi sendo levada, assim, de forma solene e aérea até que, finalmente, a última página colorida chegou, mesmo porque as últimas páginas, queiramos ou não, coloridas ou não, sempre chegam. Para nosso alento ou desencanto, elas sempre chegam. E dava para perceber os suspiros de alívio da plateia ao final da história que, por sinal, não terminou com o clássico e tão esperado “e viveram felizes para sempre”. Não havia promessa de felicidade por ali, nem instantânea, nem duradoura. Nem para os bichos da floresta, nem para aquela plateia tão comedida, nem para o carpete, nem para a lâmpada que piscava. Muito menos para aquela contadora de histórias, coitada. Aquela, a da lã fria.

 



Escrito por clara às 11h51
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Que o tempo passe

 

Já tive os meus momentos

de querer abraçar o mundo

e de não ter suficientes braços.

Vontades muitas e sem fundamento,

ansiedade em relação a tudo

medo e desejo de criar laços.

O próprio tempo resolveu o impasse.

Hoje em dia, confortavelmente,

e do alto dos meus não saberes,

eu quero é que o mundo me abrace.

 



Escrito por clara às 15h08
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11:11, o portal e coisa e tal

Sempre que olho para o relógio por volta das 11 horas me deparo com o bendito 11:11 no visor. Pode ser AM ou PM, essa marmota acontece. Ok, sempre é exagero, mas é fato que acontece muito.

Pode ser num instante no finzinho da manhã, distraída, ou quando dou aquela olhadinha no relógio antes de dormir. Ou quando adormeço cedo e acordo sei lá por que, pra depois dormir de novo. Não sei, só sei que é assim.

Daí, diante desse espanto, o que fiz eu? O que qualquer pessoa em sã consciência faria?

Fui pesquisar no Google, óbvio.

Gente, eu não acreditei no que eu achei. o.O

Tem um tal de portal esotérico nesse instante mágico. Eu estava sendo de alguma forma convidada a entrar no portal, eu acho. Uma Alice no país dos números 1, sugada, chipada, teletransportada para... para onde mesmo?

Pelo que entendi, tem coisa de anjo nisso. E coisa de energia cósmica. Achei legal. Gosto desse papo de anjo, de conexão divina, de coisas transcedentais, intergaláticas, adoro esses lereados, não vou nem mentir. Mas nunca pensei! E nunca pensei que euzinha estivesse tão conectada, porque realmente rola muito de eu olhar pro relógio e *ploft!* lá está o tal 11:11.

Uau. Foi uma descoberta e tanto. Meudeusum, que coisa loka, eu sou angelical, sou universal, sou sensacional! É, acho que vou ter que rezar um bucadim mais.

Bom, mas deixa eu pegar uns trechos dos textos que encontrei na minha pesquisa, só pra vocês verem o tamanho da putaria. Pasmem. E prestem mais atenção aos numerinhos de seus respectivos relógios, povo de pouca fé!

Millhões de pessoas tem algo em comum: elas vêem continuamente os números 11:11. São pessoas de todos países, raças, estilos de vida, e níveis de consciência. Até mesmo crianças em idade escolar sabem que quando elas vêem 11:11, é hora de fazer um pedido. De início parece mera coincidência, mas depois se torna estranho. "Eu liguei o meu carro exatamente às 11:11h." "Porque eu sempre acordo às 11:11h?"

Este símbolo 11:11 está codificado em nossos registros, muito antes de encarnarmos pela primeira vez, e ele foi como que escrito nas fibras de nosso DNA pelos Conselhos Estelares. Agora é o momento de disparar o código, permitindo que os selos sejam descobertos. Percebem que cada vez que olham para o relógio e virem o 11:11, é um chamado do Universo? Ou ainda acreditam em acaso? 

O "Portal 11:11" foi aberto em 11 de janeiro de 1992 e se fechará em 31 de dezembro de 2012. Esse "Portal" é geralmente concebido como uma lacuna ou ruptura entre dois mundos. Pode ser visto também como um abismo ou separação que tem o potencial de unir duas esferas diferentes de energia. (...) O "Projeto 11:11" é uma ativação planetária, ou ponte para uma nova espiral de padrão energético, completamente diferente da vivida até então.

O 11:11 não é só um Portal Dimensional, mas uma poderosa energia que cada um sente de uma forma. Quantos de vocês deram pausas repentinas no que estavam fazendo e olharam para o relógio, constatando ser 11:11 Hs. Esse Portal é um canal direto com nosso Eu Superior, pelo qual podemos evoluir. Esse Portal - em suma - marca o fim da dualidade e a abertura para a Unidade, que é nossa Essência Divina. 

 



Escrito por clara às 14h34
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Minha agenda

É muito engraçada, a relação que eu tenho com minha agenda. Já tentei eletrônicas, online, no smartphone... mas eu gosto mesmo é da velha e boa agenda de papel, rabiscada com caneta, com destaques de marcador, com marcador de livro, com coisas escritas à lápis e com caneta vermelha, pra diferenciar. Atórom! Todo dia crio listas completas, diversificadas, de coisas pra fazer. Tem desde "Ligar para homem que conserta portão" até "Reunião na Ouvidor"; desde "Desmarcar dentista"(tem coisa melhor?) até "Criar perfil do twitter da conta Serlares". É tudo misturado. Os horários são milimetricamente calculados. Coloco "Aula de Pilates" toda terça e toda quinta, porque acho que se não escrever ali eu simplesmente não vou. Coloco também "Buscar Isa na escola", não sei exatamente o porquê, pq é claro que eu ire buscá-la, é o tipo de coisa que mãe não esquece... Adoro ir riscando os itens feitos: "Compras supermercado", "Blogar Ouvidor", "Levar PS3 pra Assist. Técnica", "Texto p/ site Being", e por aí vai. Aliás, preciso levar a porra do PS3 pra Assist. Técnica... Fui!


 Tava vendo aqui: nos 3 últimos posts do Divagarim tem a palavra "minha" no título. Bom sinal. Estou ficando finalmente mais egoísta. Hehehe.



Escrito por clara às 12h39
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Crise de minha idade

Nada contra a idade atual, meus 47 anos, sério. Na verdade eu nem coloquei ali, no título, escrito “crise da meia idade” porque não é mesmo o caso. O caso é a minha idade. Ela parece que nunca combinou muito comigo, não sei qualé a dela. E isso rolou desde sempre, desde os meus teenages eu já lembro. Dos desconfortos da idade mal encaixada. Por exemplo, eu “fiquei mocinha” moooito depois das amigas todas, e por isso eu era uma “otária”, deixada de fora de papos, digamos, mais absorventes... E depois disso reinei muito tempo ainda como a “virgem”. Minhas colegas falavam em código na minha frente. Eu merecia: elas davam, e eu não dava a mínima. (A velhinha está se repetindo. Já falei sobre esse lereado todo de conexão e desconexão com a idade neste post anterior, e neste também. Mas tudo bem, o blógue é meu, porra.) Hoje em dia tenho uma tchurmeeenha muito doida com quem saio para encher a cara e dar risadas. Eles-elas têm em média 15 anos a menos do que eu e é claro que no meio deles eu me sinto, na maioria das vezes, uma estrangeira. Fico rindo para dentro quando eles dizem que estão ficando velhos, em suas crises de quem acabou de fazer 30. Acho engraçado. E fico, muitas vezes, meio embaraçada com as incríveis imaturidades deles, principalmente as que eu me ponho a imitar. Bebedeiras sem proporções, pegações amalucadas, estiramentos de liga. Coisa de quem não tem juizo mesmo. Ah, mas eu me divirto mesmo é com eles-elas, muito mais com eles-elas do que com o povo da minha faixa... E compartilho muitas coisas com eles-elas, pois tenho uma filha na mesma faixa de idade dos filhos-filhas deles-delas. Com o povo da minha idade, esse povo que beira os 50, eu me sinto, na maioria das vezes, uma estrangeira. De novo. Bingo. Acho eles-elas um povo cansado, meio careta, numa caretice assim, mais por preguiça do que por convicção. Um povo que "tem a perder", de fala estudada e com muito mais conteúdo do que eu posso dar conta. Um pessoal que tem medo de pagar mico. Fico ali, nas beiradas, olhando eles-elas conversarem entre si, falarem de seus trabalhos, de seus filhos crescidos, de política, de conjunturas socioeconômicas, de doenças em geral, de seus pais que estão partindo. Não sei onde me encaixar. Ser estrangeiro tanto tempo cansa. Às vezes me convidam para a turma dos 30 e eu não crio coragem; às vezes quem acena é a turma dos 50 e eu fico pensando: será? Agora a minha pergunta é outra: cadê um povo bacana de quase 40? Quem sabe aí nessa faixa eu não poderia amarrar meu cavalinho, me encaixar, e conversar besteiras com menos teor alcoólico, ou falar coisas sérias sem tanto compromisso? Acho que estou já fazendo isso: está clara a besteira e a falta de compromisso. Ok, ok. Claro que aqui eu estou generalizando e deixando tudo muito mais cruel do que realmente é. Mas esse é o papel das crises. Pelo menos as de minha idade.  

 



Escrito por clara às 23h12
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Oba. Minha alma é imoral

 

Com que prazer descobri que tenho uma Alma Imoral. Aliás, corrijo-me:"tenho" não, "sou". E com que felicidade ouvi todas aquelas palavras sábias, inteligentes, sensíveis, espirituais. E com que alegria me vi ali, naquela platéia, tão desnudada quanto a atriz, vendo revelar-se diante de meus olhos toda a complexidade de ser humano que a gente mesminho tenta simplificar, ou toda simplicidade de ser humano que a gente mesminho tenta complicar. Puta merda, como foi bacana sentar ali e ouvir e viajar nas palavras de Nilton Bonder, na gloriosa interpretação (e seleção de textos, e adaptação para o palco) de Clarice Niskier. A judia-budista.

Quanta simplicidade em cena, e que luxo cada pausa sua, cada meio-sorriso, cada olhar que resvalava por nós, na platéia, todos ali, de boca aberta. Ah, meu amigo Léo, valeu por ter sugerido a leitura do livro, que ainda não conclui (e creio que não chegarei a concluir jamais, mesmo quando terminar de ler). Ah, minha amiga Tutti, muito obrigada pela companhia, pela sugestão, pela cumplicidade em todas aquelas dúvidas e certezas ali expostas. Obrigada também ao meu amigo Juninho, que estava lá, depois da peça, me ajudando a digerir tantas descobertas e redescobertas – acompanhando por big dry martinis, sequíssimos e suculentos. Mas, principalmente, muitíssimo obrigada, dona Léa, por ter cutucado a minha xará e ter feito ela encarar essa bronca e encenar o livro do rabino.

"Não há tradição sem traição."
"Não há traição sem tradição."

Putz, minha gente, é um monólogo que tem tudo pra ser denso, e é levíssimo. Cheio de revelações, mobiliza a mente e o coração da gente o tempo todo, porque mobiliza a alma da gente o tempo todo! Nunca pensei que iria gostar tanto de ouvir parábolas do Velho Testamento em um palco, ditas por uma mulher envolta em pano preto. Nunca pensei em reunir religião e biologia em cena. Nunca imaginei ver em verbo e ação aquilo que sempre intuí, que a nossa natureza é a transgressão. Como foi bom assistir esta peça e sair caminhando, pensando, querendo fazer terapia, conversando pelas ruas e ladeiras dos Jardins paulistanos. É isso aí, amei a peça! Bom, acaba-se aqui este meu momento tiete. Fiquei tri feliz com esses meus passeios acolá em Sampa. Depois conto aqui da outra peça que assisti, que também amei. Afe, dá uma pena que aqui em Fortaleza o teatro não tenha um pique similar... Quem sabe, um dia.

Ah, sim, visite o site da peça.

 



Escrito por clara às 11h23
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Como enlouquecer um redator publicitário

Na cola do famoso texto que circulou pra caramba pela web, o “como enlouquecer um designer” (de Ghislain Roy), resolvi fazer a versão redator publicitário. Se é que ainda não foi feito, o que acho dificil. Mas, seja como for, deu vontade. Então, lá vai.

 

Trabalho inútil

Antes mesmo de apresentar ao cliente, diga ao redator publicitário que ele deve diminuir ainda mais o texto do anúncio, porque os leitores de jornais e revistas simplesmente não leem. E, se ele der uma resposta maleducada do tipo “então, pra que texto?”, responda que é para compor melhor o layout. Para terminar o papo, coloque seu iPod e saia da sala ouvindo Zezé de Camargo e Luciano.

 

Título triturado

Sente-se ao lado do redator e do diretor de arte, diante do computador, e vá tirando do título do anúncio todos os charmes que o redator colocou para deixá-lo coloquial e personalizado. Até chegar a algo simples e direto, sem sal, sem diferencial, sem porra nenhuma. Daí peça para o redator fazer um novo título, pois o cliente quer algo coloquial e personalizado.

 

Linhas poéticas

Peça textos poéticos, peça o furor de uma alma inquieta, peça delicadeza e paixão, peça toques literários, peça riqueza, drama, envolvimento e lirismo. Depois, ao ler o fruto do trabalho do pobre candidato a poeta, caia na risada acintosamente e diga que ele ficou doido, escrevendo aquele monte de bobagens piegas, com palavras repetidas, coisa mais ridícula! No amigo secreto da agência, dê de presente um livro de poemas parnasianos de Olavo Bilac para ele.

 

Texto de grego

Envie ao redator o texto criado pelo próprio cliente, dizendo que é só para enriquecer o briefing. E não aceite nada que fuja daquelas mal traçadas (mal traçadas mesmo) linhas. Não deixe ele se afastar nem um milímetro do texto do cliente. Ressalte a beleza de uma frase fajuta do texto do cliente como se fosse obra de gênio. Repita esta frase imbecil a cada nova reunião sobre a campanha. Repita esta frase até mesmo no elevador, se possível.

 

Obvio ululante

Quando estiver solicitando um trabalho para o redator, já a começar pela reunião de pauta, use e abuse de coisas óbvias, esquizofrênicas e antagônicas como: “faça um texto bem publicitário”; “precisamos vender o produto”; “o anúncio tem que ser ser direto”... e o clássico dos clássicos: “o cliente quer um texto criativo”. E, quando estiver saindo da sala, não se esqueça de citar alguma frase do Paulo Coelho. Mas atenção, para sua própria segurança, é melhor sair rápido da sala. A reação pode ser violenta.

 

Slogan exemplar

Ao analisar as propostas de slogans conceituais que o redator criou para aquele restaurantezinho xinfrim ou o posto de gasolina situado onde o diabo perdeu as botas, diga logo de cara que está tudo muito grande e cite exemplos como o “é isso aí” da coca cola ou o “do it” da nike. Insira slogans em suas falas, dizendo que quer um slogan que “desça redondo” e que o cliente “ama muito tudo isto”. Encerre animando o redator, dando aquele apoio a ele, soltando uma charmosa piscadela de olho e dizendo: “yes, you can!”

 

 



Escrito por clara às 13h59
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Acessando...

Bem bacana o blog da Acesso, o Acessando. O site novo também está lindo, limpão, bem do jeito que eu gosto. Passeando por ali, matei um pouquinho da saudade dos bons tempos que passei pela agência, e olhe que foram bem uns 7 anos de convivência e trabalho. Lá se vão mais de 2 anos que saí da agência pra seguir minha carreira solo, me arriscar na literatura e, agora, nas mídias sociais. Mas durante todo esse tempo eu ainda sigo direto em contato com a Acesso, fazendo frilas aqui e ali, isso sem falar da amizade com o pessoal, um carinho que nunca acaba, sempre se renova. Minha relação com a Acesso ficou para sempre, carimbou no DNA. Ah, foi também muito legal encontrar no portfolio do novo site, depois de tantos anos, peças "do meu tempo", que parece que viraram "clássicos" da agência, hehehe... (pretensiosa, não, o cão!). São algumas peças de quando eu fazia a direção de criação (em parceria com Marcus Braga) e a própria criação (em parceria com Elson Silva) por aquelas bandas. Sim, pois é, daí que passeando pelo site, encontrei o filme da Esmaltec, o "Traços", um dos meus trabalhos preferidos. Adorei imaginar aquela leveza toda, amei compor a letra daquela música, me apaixonei pela solução visual com a simplicidade dos traços na animação, achei tudo tão perfeitinho... Claro que sou suspeita, mas o fato é que este trabalho foi beeeem elogiado. Coisa mais boa. Daqueles "filhos" que a gente gosta de "se amostrar". Espiem aí, bem divagarim. 

 



Escrito por clara às 13h27
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gestora, eu?

 

No momento estou Being um pouco mais curiosa sobre a parte que me cabe como “gestora de mídias sociais” - mesmo porque acho a palavra “gestora” forte demais perto dos meus escassos conhecimentos tecnológicos e tal, e também porque me sinto mais como uma “redatora-relações-públicas-virtual”.

Enfim, para tentar me entender melhor, peguei essa entrevista que o portal “Jornalistas da Web” fez com Roberto Cassano, diretor de estratégia e mídias sociais da Frog. Aqui ele explica mais sobre essa área onde estou “me metendo”, nesse bravio e inquieto meio online.

Clicando aqui você lê a matéria e a entrevista na íntegra. Abaixo eu só recortei e editei as partes que me “cutucaram” mais e melhor. (Nota para pensar depois: por que estou usando tanto as aspas? Estaria eu “me escondendo” de quê, exatamente?)

Jornalistas da Web - Em poucas palavras, como pode ser definido o papel do analista de mídias sociais?

Roberto Cassano - O analista de mídias sociais é aquele profissional encarregado de identificar as oportunidades de marcas ou empresas atuarem em redes sociais. Ele pode atuar tanto com monitoramento como com ativação [presença e interação] em blogs, redes, fóruns etc.

JW - Quantos profissionais trabalham na Frog especificamente com a análise de mídias sociais? Existe um perfil quando se contrata um profissional para essa área?

RC - Temos quase 30 profissionais dedicados a mídias sociais, incluindo aí analistas e profissionais de criação, arte e planejamento para redes sociais. O perfil é bastante variado. A maioria acaba vindo de Comunicação (jornalismo e publicidade), mas o mercado absorve sociólogos, psicólogos, estatísticos etc. O importante é a paixão pela Internet.

JW - O Twitter pode ser apontado como um responsável pela popularização dessa nova área?

RC - Um deles, sem dúvida. Ao ganhar capa de revistas e destaque na TV, o Twitter despertou a atenção de executivos que ainda não tinham acordado para as redes sociais. Nosso desafio é não deixar isso virar um novo "Second Life".

JW - A análise de mídias sociais não seria simplesmente varrer os ambientes sociais virtuais em busca de uma determinada informação, certo? O que vem depois dessa, digamos, varredura? Como um cliente poderia se beneficiar do que foi coletado?

RC - Não! É muito mais que isso!!! A parte de métricas da análise inclui monitoramento. Ele é 20% software e 80% hardware humano - é a análise que faz diferença. Quando monitoramos referências a programas de TV e descobrimos que 60% delas são feitas de um PC e durante o período em que o programa está sendo televisionado isso diz muita coisa sobre os hábitos dos espectadores. É mais que uma simples varredura.

Minha conclusão é que sou apenas uma redatora de mídias sociais. E não sei se tenho vontade de estudar para aprender esses lances todos. Já estou achando muito trabalhosa esta minha nova função. Sinto que estou sempre em falta, pois tem sempre muita coisa a ser feita neste sentido. O ambiente é virgem para muitas empresas, então há muito o que fazer. Ao mesmo tempo, o ambiente é mutante, está sempre em movimento, a gente não pode simplesmente curtir e relaxar, tem sempre algo pra se correr atrás.

Bom, mas o fato é que estou nomeada como gestora de midias sociais, estou trabalhando com isso, entao estou sempre tentando aprender mais sobre esta função. Um emprego style, uma carreira praticamente recém-nascida nas mãos de uma redatora “das antas”, uma publicitária aposentada, alguém que de repente encheu o saco da algazarra alegre e tensa de uma agência de propaganda...

Essa parte de monitoramento, de métricas, de SEO... eu sou muito por fora disso, e algo me diz que devo continuar sendo. Se resolver me aprofundar nessas técnicas nerds, acabo largando completamente qualquer esperança na área do escrever, do escrever por escrever, que é o que deveria voltar a fazer um dia, isso se a literatura ousasse me dar uma (outra, primeira, única) chance...

 



Escrito por clara às 18h14
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poema embriagado

 

Acusas-me, poema

de não te receber de bom grado.

Pois bem, que seja eu acusado.

Chegas em horas péssimas,

Chegas em péssimo estado.

E queres o quê?

Queres coro, velas, perfumes?

Queres gritos exaltados?

Que diabos queres tu,

Poema desfigurado?

Se chegas assim, embriagado,

Cheirando a bar e a cigarro,

Se passas a noite no sarro

E chegas querendo tudo?

Pois se é assim, te recebo mudo.

E pior, te escrevo calado.

 



Escrito por clara às 13h49
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romantismo exacerbado

Eles são tão jovens. Eles se descobrem cheios de prazer e medo. Descobrem seus corpos, seus jeitos, suas cores e seus cheiros. Eles se tocam com tanta vergonha e ao mesmo tempo sem nenhuma. Eles se tateiam e se buscam como cegos, como famintos, varados de sede e de ânsia, de desejos, de tremores. Seus sexos recendem a peixe e a centeio, são pura vida; suas peles se parecem com a pele tenra da fruta, lisa, tesa, pronta para explodir em carne e sumo. Suas umidades podem fecundar um campo inteiro, vários campos inteiros, ares e ares de terra viva, semeada para sempre, para sempre festejada em janeiros e junhos de chuva e fartura. Eles se buscam tanto. Eles precisam tanto do suor um do outro, como as folhas precisam do orvalho, como a pedra preciosa precisa do engaste e do talento do ourives para não se perder entre a brutalidade. Eles bebem palavras, dos mais variados sabores, bebem-nas nos olhos um do outro. Seus olhos são cálices e são repletos de doçura e jamais saciam sua sede. Eles têm tanta sede. Eles se mexem tanto, têm tanta pressa e tão pouca agilidade. Tremem, temem, mentem, tentam não mentir, mas mentem; pois é da natureza humana, é da natureza dos jovens o ato de mentir e tremer diante da mentira – e é da natureza do homem errar e repetir o erro até que deixe de ser erro. Eles tentam, mas não podem acreditar em tudo o que sentem, e eles sentem tanto, eles têm tanto a sentir. Eles são texturas e reentrâncias, umidades, são aspereza e maciez, são aromas cíclicos, sobressaltos constantes. Eles são sondagens, emanações. Eles têm a forma da utopia em seu nascedouro. São como faróis sobre os penhascos, como chuva que não cessa, como um jardim de incertezas. Eles se amam, sobretudo se amam. E são tão jovens.



Escrito por clara às 13h31
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escrever divagarim

hora de escrever. hora de desconectar e viajar pra dentro. hora da estrela. hora de desligar das horas e pensar só no momento. hora de parar o tempo.

tempo de escrever. tempo de dispensar o termômetro e esquentar a alma. tempo de aquecer as falas, esfriar os ânimos, minimizar um pouco. tempo de tomar notas sobre a vida.

escrevo como respiro. mas isso só seria verdade se vivesse asfixiada, pois tenho escrito muito pouco. mas escrevo como respiro, em fluxos, em idas e vindas, em ondas cada vez mais espaçadas.

escrevo assim, como vivo. escrevo divagarim.



Escrito por clara às 13h17
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Clarisworks

 

2010 começou e, já que minha incursão ao mundo da literatura foi um relativo fiasco (caí na real das minha limitações como escritora, pelo menos por enquanto), posso agora dizer que sou uma RP digital. Esta é a minha profissão.

Pelo menos por enquanto não vou mais me considerar uma contista, poeta, nem dramaturga. Agora eu sou “social media manager”.

Sou (estou achando “sou” forte demais, melhor seria dizer “estou”) blogueira, twitteira e cuidando do relacionamento online de certas marcas em algumas redes sociais.

Por enquanto são 3 marcas: Being Marketing, Grupo Biogênesis e Lojas Ouvidor (este último um cliente direto meu, do qual cuido também de mídias e relacionamentos off line, um lance “extra” Being).

Tenho muito o que desenvolver para estas marcas, todas elas. Estamos em pleno processo de implantação e desenvolvimento de um sólido relacionamento digital.

E temos projetos de pegar outras marcas para cuidar, sempre sob a batuta da Being Marketing. Fazer um trabalho bacana na área das redes sociais. Espero corresponder às expectativas deste pessoal superbacana da Being, o Bosco, o Elias, a galera toda.

A quem interessar possa, seguem os links dos blogs que tenho trabalhado:

- Being Blog: http://blog.being.com.br/

- Ouvidoria: http://lojaouvidor.wordpress.com/

- Biogênesis: http://www.grupobiogenesis.blogspot.com/

A quem quiser seguir, seguem os links da presença no twitter, minha e dos meus clientes:

- Eu mesminha: http://twitter.com/clafritz 

- Being Marketing: http://twitter.com/beingmkt

- Grupo Biogênesis: http://twitter.com/grupobiogenesis

- Pesquisamed (pouca coisa): http://twitter.com/pesquisamed

Tem também o facebook desse povo todo, e o orkut (meio abandonado, confesso). E as contas no Youtube, que deverão ser "ativadas". Pretendo este ano também introduzir o Ouvidoria no twitter, ampliar a participação deste blog na rede, e logo logo o farei.

Outro projeto é a revista Ouvidoria, que deverá bombar este ano. Revista impressa e blog, mídia convencional e online, tudo junto.

Quem sabe, se eu tirar a sorte grande, eu consiga também publicar um ou dois livros infantis que escrevi ano passado, quem sabe. Seria ouro. É difícil, mas não impossível. De jeito maneira.

Mas, voltando ao papo de trabalho, acho que não existe mais isso de mídia online e offline, mídia convencional e alternativa, conceitos que trabalhei muito no passado de redatora publicitária e diretora de criação em agência. Isso é passado, mesmo. Acho que a partir de agora, só funciona o que andar junto, colado, multiplicado, replicado, transmitido, integrado. Agora só existe mídia, que é tudo junto.

Meu deus, quanta pretensão!!! Vejamos como funcionará 2010 para este "trampo-style" de Clarisworks. kkk...

Torçam por mim, pessoas, que eu torcerei por vós!

 



Escrito por clara às 13h34
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