mula manca
a gente aprende sempre. nunca se é burra o bastante. nem puta velha o suficiente. estou começando a aprender a ser mais generosa comigo mesma e – em pequenos bocados – a dividir com o alheio alguns pensamentos. nao se trata de ser generosa com os outros, mesmo porque meus textos não são biscoito fino. é comigo mesmo, a coisa. acho que já chega desse papo de escrever obscenamente. agora quero escrever obscenidades em público. ainda não estou pronta, mas é como disse antes: estou aprendendo. minha mula andava empacada, mas recebeu um empurrãozinho aqui, outro ali. mais um acolá. a bicha parece que está desempacando. está ensaiando alguns passos, ainda sem saber o rumo a seguir. vamos ver onde essa putaria vai dar. vou ter que sempre testar novos cutucões e lambadas no lombo da mula, coitada.
Escrito por clara às 10h21
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tolerância
trata-se de um exercício diário. hebdomadário. mensal, anual, etc., pois é pra vida toda. à medida que a gente vai ficando mais velho, vai ficando mais tolerante, mais compreensivo. mas por outro lado também vai ficando mais criterioso e já não temos muita paciência com certas infantilidades, irritabilidades, melindres. e isso, como tudo na vida, é um paradoxo do cacete... no meu caso, estou sempre treinando o exercício da tolerância. já não me relaciono mais diariamente com tantas pessoas como quando na época em que dirigia uma equipe de criação em agência de propaganda, onde o exercício da tolerância me levava aos limites da insanidade. hoje em dia a vida é bem mais mansa, e as relações tão mais tranquilas quanto raras. bom, muito bom. fica muitíssimo mais fácil de evitar os ataques de fúria e diversos modelos de arrancamento de cabelos. seja como for, trata-se de um exercício nada penoso e que precisa feito, diariamente, a título de elevamento espiritual ou de, no mínimo, uma noite de sono bem mais tranquila. um exercício que deve ser levado a sério, enquanto, por outro lado, a gente deve se levar cada vez menos a sério. porque ficar velho "se achando", sem saber rir de si mesmo, isso sim é intolerável!
Escrito por clara às 12h57
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já estou com sirufas...
acabo de imprimir os originais do meu primeiro livro infantil (para crianças de 10 anos, por aí). são 60 páginas. o livro se chama sirufas de estronfi, e se passa em tesourinhas, na casa da tita. e conta a história do encontro entre a tita e o mexilino, um menino de outro planeta - o planeta estronfi. fala de amizade, de descobertas. coisas.
bem, era isso. eu queria registrar esse momento. aliás, já estou até sentindo certas sirufas desse momento.
e olha só a coincidência... essa historinha "sirufas de estronfi" vem de um conto infantil que eu escrevi há trocentos anos atrás, e ha uns 10 anos pelo menos eu mostrei para minha amiga claudinha, que curtiu e nunca esqueceu... e sabe o que ela (essa doidinha!) me mandou de presente - via orkut - no dia do meu aniversário? uma imagem para alegrar meu coração, espia só.

e ó: ela nem tinha idéia de que eu estava trabalhando justamente nesta história! bom, né? longa vida a SIRUFAS DE ESTRONFI!
Escrito por clara às 13h09
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haikai I
Dia veloz.
Mal a lua descansa, entra o sol na dança.
Escrito por clara às 16h54
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quase parandim
só de mau, aproveito a chuvinha para colocar mais umas fotas da aiuaba.





me desculpem pelo traseiro da vaca, assim, na bucha. mas é que a foto tá boa! o momento merece registro. isa acordou cedíssimo e foi feliz da vida tirar leite!
Escrito por clara às 10h54
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carnavalim
na aiuaba. no sertao dos inhamuns. no sitio do limão. junto do sol, dos jegues e dos cabritos. tirando leite de vaca e ovo de galinha. ouvindo zoadinha de carnaval lááá longe. na sombra do brasileirinho. na casa da tia teresinha. ouvindo causo do tio climério. tomando banho de açude. fazendo tapete de crochê. bom demais, beeem divagarim.

um céu sem explicação, esse céu do sertão. mas quem iria querer/poder explicar?

tudo no seu lugar, tudo bem areadinha. devagar e bem feito, como deve ser.

avemaria, minha nossinhora. encontramos a sintonia com a paz de espírito!

conversando miolo de pote, vendo as sombras passarem de lá pra cá...

a fazenda do limão. eita, lugar... abençoado por deus e bonito por natureza.
Escrito por clara às 12h13
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