amo ita mar
apaixonite aguda (Itamar Assumpção) quando estou longe, longe quero ficar perto quando estou perto, perto quero ficar dentro quando estou dentro, dentro quero ficar mudo quando estou mudo, mudo quero dizer tudo 
Escrito por clara às 08h55
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mis merróres fuetos de la arrentina









Escrito por clara às 00h14
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paulada
(a paulo leminski)
polaco, paulada na cabeça mesmo que não te conheça me sinto tua namorada bigode, seu doido varrido ainda sem ter te conhecido dá uma saudade danada
Escrito por clara às 16h11
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a princesa e o mosqueteiro
estava aqui pensando se colocava ou não o mosquiteiro (com I) em minha princesa que dorme ali no quarto ao lado, nesse nosso belo castelo que dividimos com buliçosas muriçocas quando, mais do que de repente, me deparo com esse desenho que isadora fez em fevereiro. é a princesa minnie e o mosqueteiro (com E) mickey. ela estava assistindo ao desenho animado "os 3 mosqueteiros", estrelado por essa turminha da disney, enquanto desenhava o que via na telinha. bom, eu sou mãe-vó (coruja não, o cão), adorei o desenho, o blógui é meu... imagina só se eu não ia postar aqui esse desenho maravilhoso! e é o que faço, entre um tapa e outro nas pernas (elas estão tinhosas hoje, as muriçocas). ah, e decidi: vou passar off kids nela mesmo, pois no meio da noite ela levanta e se enrosca no mosquiteiro (com I) e nem mesmo os três mosqueteiros (com E) mais o dartagnan juntos conseguem desenroscar. a minha princesa. a romântica. a desenhista. ai, como é bom babar! com vocês... 
Escrito por clara às 21h50
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carta a d.

Carta a D. - História de um amor, de André Gorz. Fui apresentada a este escritor fabuloso pelo único caminho possível, o único passível de unir meu desbunde romântico à sua intelectualidade marxista-existencialista. O último de todos os seus livros fundamentais, respeitadíssimos por mais de uma geração de esquerdistas, todas obras voltadas a teorias da revolução, ecologia política e ao socialismo em suas diversas nuances, este volta-se ao amor. Fui apresentada a esse autor - jornalista e escritor austríaco - através deste livro-carta, um texto comovente e repleto de entrega, contendo suas declarações de eterno apaixonado por Dorine, sua mulher, sua companheira, seu amor. A edição é supersimpática, são apenas 78 páginas e a capa se fecha na forma de um envelope. Texto enxuto, amor maduro, 58 anos de carinhosa cumplicidade em cada linha. André Gorz já tinha mais de 80 anos quando escreveu este livro-carta de amor, anunciando a morte a que se submeteriam, ele e sua amada, ela que sofria muitas dores com uma doença incurável. No final da orelha do livro diz assim: “Partiram juntos porque não seria possível para ele viver um segundo sequer sem a presença dela”. Partiram juntos em setembro de 2007.
Escrito por clara às 10h12
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valeu, pessoal

Amigo é uma coisa muito da boa. Eu estava, digamos, virtualmente carente, precisada por demais de uma massagenzinha no cyberego, coitado, que andava todo lascado e cheio de caroço. Daí, publicitária que sou, fiz uma ação de marketing de guerrilha, mesmo porque não tenho dinheiro suficiente para investir em mídia mais pesada. Mandei e-mails para meus amigos próximos e distantes (falo isso em quilômetros) pedindo PELAMORDEDEUS que eles viessem aqui ao meu blógui, que fizessem uma visitinha a essa abandonada blogueira que vos fala, que adicionassem esse sáite em suas listas de favoritos, etcétera, etcétera e tal. Confesso que coloquei uma sutil ameaça no e-mail. Na verdade nem foi assim, tão sutil. E não é que funcionou? Ameaças - sutis ou não - e pedidos PELAMORDEDEUS movem o mundo. O apurado até que foi bom. Obtive mais respostas por e-mail do que por comentários aos assuntos do blógui, mas isso eu compreendo perfeitamente, pois os assuntos do blógui são mesmo muito bestinhas e superficiais, hei de admitir. É que o Divagarim é um espelho de minha pessoa, eu sou assim mesmo, bestinha e superficial. Mas até que tenho um layout bacaninha (né, Renato?) e também sou bem limpinha (né, Sady?). Bom, muito bom. Ganhei visitas de amigos que adoro quando vêm na minha casinha real e nunca tinham aparecido na minha casinha virtual (valeu, Dani, Gláucia, Damito, Marquim, Stella!). Ganhei visitas daqueles amigos que vejo a toda hora e daqueles que faz tempo não vejo (brigada, Serginho, brigada, Pedro!). Descobri que meu próprio irmão assinou o Google Reader e recebe sempre aviso quando coloco novidade aqui (coloquei o link do teu blógui aqui, viu, Cesar?). Nossa, que bom. Foi bom. Foi bem bom. Daqui a uns meses, quando bater a carência de novo, mando e-mails de novo pra todo esse meu povo. Ora, se não mando. Não vou nem mentir, mando sim. E ai de quem não aparecer.
Escrito por clara às 09h00
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jornalirismo
Já é minha segunda participação na parte dedicada à literatura deste projeto que achei tão bacana, o Jornalirismo. O primeiro texto que enviei foi “E ele foi embora”, um pedacinho de tristeza travestido de poesia em prosa, inspirado em uma cena de filme que já nem lembro mais qual foi. Faz tempo. O outro foi escrito também já há algum tempo atrás, é o “Deiófi”, um negócio aí que não sei se é crônica ou conto... Acho que é conto, pois foi um exercício de narrar sob pele masculina, logo eu, que sempre escrevi coisas beeem de mulherzinha. Um detalhe legal é que a cada acesso da home do Jornalirismo aparece uma cidadezinha diferente ali no cabeçalho, onde vai a data. Besteira, né? Mas eu adorei isso.
Escrito por clara às 10h47
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um livro que li

Zonas Úmidas, de Charlotte Roche. Uma história escatológica, de uma garota nojenta, repleta de lances que dá vontade de vomitar. Um “conto de fodas”, onde o fato de o príncipe ser ou não ser um sapo não faria a menor diferença. Sim, sim, é nojento. É viscoso, fedorento, gosmento, tudo isso. Mas é massa. Não passa da história de uma garotinha que se sentia solitária e então resolveu ultrapassar todos limites, da higiene, do bom senso e da moral, apenas para chamar a atenção de papai e mamãe. Já pensou? Até onde chegamos quando pegamos velô nessa ladainha que começa lá aos dois ou quatro ou nove anos de idade, quando gritamos a toda hora, e na maioria das vezes sem nem saber o motivo: manhêêê, paiêêê! A garota da história, já tão absolutamente ferida em sua (i)moralidade e (in)sensatez, fere-se ainda mais, e de forma abjeta, e cada vez mais, para que os pais a vejam chorando, sofrendo ou, com sorte, morrendo: que eles pelo menos a vejam. O livro é muito bom – é um dos ângulos mais fortes que o feminino pode alcançar (existem muitos outros, ufa!). Eu adorei tê-lo lido. Só não digo que o devorei porque é mesmo um livro muito, mas muito nojento. Blérgh. Clap-clap.
Escrito por clara às 15h03
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outro filme que assisti

Revolutionary Road (Foi Apenas um Sonho) me deixou aqui, parada, pensando, meio que “fora da casinha”. É uma história contada tão docemente sobre um relacionamento amargo, amaríssimo, desnudo de desejo ou romance, onde a esperança quase... Quase! Deixa um gosto de óleo de rícino na boca da gente. É uma receita caseira, toda em delicados tons pastéis, sobre como transformar sonhos em carne moída. A atuação de Kate Wislet está comovente, e o Leonardo di Caprio está perfeito. Só sei que depois de assistir este filme me deu uma vontade meio maluca de correr para algum lugar feio e sujo e fazer alguma coisa bem errada. Vontade de transgredir de alguma forma, chutar alguma tampa, correr algum risco, só para garantir que estou viva.
Escrito por clara às 17h00
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Mundo féchion

Acredite. Esta sandália é bonita. É linda. É a última hóstia do cálice consagrado da moda. É caríssima. Mulheres chiquérrimas adorariam calçar uma dessas. É uma sandália Louis Vuitton. Madonna já desfilou usando a sua. Victoria Beckham, of course, também. A sandália se chama Spicy. Veja só. É chique calçar esse urubu emplumado nos pés. É um tipo de fetiche vodu. Alguém ia enfiar o pé na jaca, errou e enfiou nesta desavisada espécie de ave macho, justo na hora da dança do acasalamento. Depois do atropelamento, claro. O mundo féchion é mesmo algo. A sandália é assinada por Marc Jacobs. Marc Jacobs só faz coisas lindas. Então tá. O mundo féchion reserva surpresas incríveis. Dentre elas, eis esta sandália tão... bonita. Objeto de desejo dos pés mais bem cuidados do planeta. Todos os pés descolados querem calçá-la. Pés grandes de modelos, pés pequenos de atrizes, pés medianos de socialites. Pés de unhas pintadas, calcanhar lisinho, tornozeleira de ouro. Pés de calçada da fama, pisando sobre pedaços de máscara africana colados sobre o couro de algum crocodilo incrédulo. Esta sandália é o que há de mais moderno. E chique. É linda, acredite. E nem é, assim, tão cara. Ora, mais. Varia de 3.800 a 6.800 reais. Bobagem. Pechincha. Poeira das minhas polainas. Acho que vou comprar uma dessas para desfilar por aí. Passear na Beira Mar. A mulherada ia morrer de inveja. Minha Nossa Senhora da Passarela Vazia, orai por nós.
Escrito por clara às 08h56
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