MANIFESTO

PELO LIVRE TOCAR DO IPOD NO ALEATÓRIO

 

Foi uma descoberta mística. Um insight no banho. Coloquei meu iPod na caixinha de som preta da Bose e deixei tocar. Cerca de 27 gigas de minhas memórias musicais ali, flutuando a bel prazer, no ritmo dos ditames de universo. Me pareceu perfeito. Por isso, o manifesto.

 

Começou de forma auspiciosa. Portishead. Depois foi o rei, Roberto Carlos dizendo coisas, falando sério, etc. Em seguida uma música infantil. Adorei. Depois veio Fagner, numa bem antiga, não lembro bem agora. Depois, “How deep is your love”, num soul black que me faz ter vontade de cutucar um teclado. Foi como eu disse. O insight de uma prática pessoal que pode ser muito enriquecedor.

 

É um exercício de tolerância, ao mesmo tempo extremamente divertido. E pode sempre trazer surpresa, aliás, é o que mais pode acontecer. E quem não gosta de surpresas? Quem mais poderia me fazer ouvir Tom Zé numa manhã de terça-feira?

 

O nome do movimento fica este: “Pelo Livre Tocar Do Ipod No Aleatório”. Eu sou a lançadora do movimento. Estou buscando seguidores. A proposta é a seguinte: coloque seu iPod no aleatório e deixe-se levar por pelo menos 1 hora, todo dia. Abra sua mente e seu coração (oh, que fofo usar esta expressão!) e deixe seus sentidos e lembranças vagarem soltos, mas atenção: lembre-se que você tem de 5 a 60 gigas de memórias sonoras guardadas no seu player. Não vale saltar a música que você gravou para seu filho caçula, nem mesmo se for a Xuxa. Pague o mico sorrindo, afinal são lembranças musicais. Faça um pacto com suas próprias memórias e afetos. Meu insight me disse que poucas coisas são tão maravilhosas para nós mesmos do que este acordo.

 

Vamos permitir um contato com as ondas sonoras, elas são ondas, são vibrações. E o que mais atraímos no universo são vibrações. A música rolando solta no iPod pode representar uma importante porta, uma passagem entre o mundo das vibrações e ondas – sonoras ou não, e o mundo das coisas materiais – apesar de sermos feitos de átomos vibrantes.

 

Bom, eu avisei. Eu disse. Foi uma descoberta mística. Um insight no banho.



Escrito por clara às 10h34
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retalho, rebotalho. again!

Espia só. Deu no jornal! (Saiu no O Povo do dia 11/junho, mas só agora resolvi cutucar aqui).

Vão montar meu texto de novo! E pensar que foi só um exercício de sala de aula, nos bons tempos do curso de Dramaturgia do Dragão do Mar. Que legal. Dessa vez vai ser na sala principal do TJA (da outra foi no Morro do Ouro). Já estou toda arrepiada, nem vi ainda e já gostei. Estarei lá para prestigiar, claro!

Só não entendi esse papo de "pássaro cativo" e "vivência com o animal". Juro que não tem nenhum passarinho no meu texto. De onde será que saiu esse ser emplumado?

 UPDATE (1 de julho de 2009):

Assisti à peça e gostei muito do que vi. E soube que o release enviado pelo pessoal falava em "rapaz que vivia COMO um pássaro cativo". O que deve ter acontecido é um engano, daí o pessoal do jornal escreveu "rapaz que vivia COM um pássaro cativo". Foi isso. Explicado, o mistério. O grupo "Companhia Arrumaçào", com direçào de Jorge Ramos, está levando a peça para "uma turnê" pelo interior do estado. E eu estou aqui, toda orgulhosa e com vontade de escrever algo mais para o teatro...



Escrito por clara às 17h18
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