Acessando...

Bem bacana o blog da Acesso, o Acessando. O site novo também está lindo, limpão, bem do jeito que eu gosto. Passeando por ali, matei um pouquinho da saudade dos bons tempos que passei pela agência, e olhe que foram bem uns 7 anos de convivência e trabalho. Lá se vão mais de 2 anos que saí da agência pra seguir minha carreira solo, me arriscar na literatura e, agora, nas mídias sociais. Mas durante todo esse tempo eu ainda sigo direto em contato com a Acesso, fazendo frilas aqui e ali, isso sem falar da amizade com o pessoal, um carinho que nunca acaba, sempre se renova. Minha relação com a Acesso ficou para sempre, carimbou no DNA. Ah, foi também muito legal encontrar no portfolio do novo site, depois de tantos anos, peças "do meu tempo", que parece que viraram "clássicos" da agência, hehehe... (pretensiosa, não, o cão!). São algumas peças de quando eu fazia a direção de criação (em parceria com Marcus Braga) e a própria criação (em parceria com Elson Silva) por aquelas bandas. Sim, pois é, daí que passeando pelo site, encontrei o filme da Esmaltec, o "Traços", um dos meus trabalhos preferidos. Adorei imaginar aquela leveza toda, amei compor a letra daquela música, me apaixonei pela solução visual com a simplicidade dos traços na animação, achei tudo tão perfeitinho... Claro que sou suspeita, mas o fato é que este trabalho foi beeeem elogiado. Coisa mais boa. Daqueles "filhos" que a gente gosta de "se amostrar". Espiem aí, bem divagarim. 

 



Escrito por clara às 13h27
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gestora, eu?

 

No momento estou Being um pouco mais curiosa sobre a parte que me cabe como “gestora de mídias sociais” - mesmo porque acho a palavra “gestora” forte demais perto dos meus escassos conhecimentos tecnológicos e tal, e também porque me sinto mais como uma “redatora-relações-públicas-virtual”.

Enfim, para tentar me entender melhor, peguei essa entrevista que o portal “Jornalistas da Web” fez com Roberto Cassano, diretor de estratégia e mídias sociais da Frog. Aqui ele explica mais sobre essa área onde estou “me metendo”, nesse bravio e inquieto meio online.

Clicando aqui você lê a matéria e a entrevista na íntegra. Abaixo eu só recortei e editei as partes que me “cutucaram” mais e melhor. (Nota para pensar depois: por que estou usando tanto as aspas? Estaria eu “me escondendo” de quê, exatamente?)

Jornalistas da Web - Em poucas palavras, como pode ser definido o papel do analista de mídias sociais?

Roberto Cassano - O analista de mídias sociais é aquele profissional encarregado de identificar as oportunidades de marcas ou empresas atuarem em redes sociais. Ele pode atuar tanto com monitoramento como com ativação [presença e interação] em blogs, redes, fóruns etc.

JW - Quantos profissionais trabalham na Frog especificamente com a análise de mídias sociais? Existe um perfil quando se contrata um profissional para essa área?

RC - Temos quase 30 profissionais dedicados a mídias sociais, incluindo aí analistas e profissionais de criação, arte e planejamento para redes sociais. O perfil é bastante variado. A maioria acaba vindo de Comunicação (jornalismo e publicidade), mas o mercado absorve sociólogos, psicólogos, estatísticos etc. O importante é a paixão pela Internet.

JW - O Twitter pode ser apontado como um responsável pela popularização dessa nova área?

RC - Um deles, sem dúvida. Ao ganhar capa de revistas e destaque na TV, o Twitter despertou a atenção de executivos que ainda não tinham acordado para as redes sociais. Nosso desafio é não deixar isso virar um novo "Second Life".

JW - A análise de mídias sociais não seria simplesmente varrer os ambientes sociais virtuais em busca de uma determinada informação, certo? O que vem depois dessa, digamos, varredura? Como um cliente poderia se beneficiar do que foi coletado?

RC - Não! É muito mais que isso!!! A parte de métricas da análise inclui monitoramento. Ele é 20% software e 80% hardware humano - é a análise que faz diferença. Quando monitoramos referências a programas de TV e descobrimos que 60% delas são feitas de um PC e durante o período em que o programa está sendo televisionado isso diz muita coisa sobre os hábitos dos espectadores. É mais que uma simples varredura.

Minha conclusão é que sou apenas uma redatora de mídias sociais. E não sei se tenho vontade de estudar para aprender esses lances todos. Já estou achando muito trabalhosa esta minha nova função. Sinto que estou sempre em falta, pois tem sempre muita coisa a ser feita neste sentido. O ambiente é virgem para muitas empresas, então há muito o que fazer. Ao mesmo tempo, o ambiente é mutante, está sempre em movimento, a gente não pode simplesmente curtir e relaxar, tem sempre algo pra se correr atrás.

Bom, mas o fato é que estou nomeada como gestora de midias sociais, estou trabalhando com isso, entao estou sempre tentando aprender mais sobre esta função. Um emprego style, uma carreira praticamente recém-nascida nas mãos de uma redatora “das antas”, uma publicitária aposentada, alguém que de repente encheu o saco da algazarra alegre e tensa de uma agência de propaganda...

Essa parte de monitoramento, de métricas, de SEO... eu sou muito por fora disso, e algo me diz que devo continuar sendo. Se resolver me aprofundar nessas técnicas nerds, acabo largando completamente qualquer esperança na área do escrever, do escrever por escrever, que é o que deveria voltar a fazer um dia, isso se a literatura ousasse me dar uma (outra, primeira, única) chance...

 



Escrito por clara às 18h14
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poema embriagado

 

Acusas-me, poema

de não te receber de bom grado.

Pois bem, que seja eu acusado.

Chegas em horas péssimas,

Chegas em péssimo estado.

E queres o quê?

Queres coro, velas, perfumes?

Queres gritos exaltados?

Que diabos queres tu,

Poema desfigurado?

Se chegas assim, embriagado,

Cheirando a bar e a cigarro,

Se passas a noite no sarro

E chegas querendo tudo?

Pois se é assim, te recebo mudo.

E pior, te escrevo calado.

 



Escrito por clara às 13h49
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romantismo exacerbado

Eles são tão jovens. Eles se descobrem cheios de prazer e medo. Descobrem seus corpos, seus jeitos, suas cores e seus cheiros. Eles se tocam com tanta vergonha e ao mesmo tempo sem nenhuma. Eles se tateiam e se buscam como cegos, como famintos, varados de sede e de ânsia, de desejos, de tremores. Seus sexos recendem a peixe e a centeio, são pura vida; suas peles se parecem com a pele tenra da fruta, lisa, tesa, pronta para explodir em carne e sumo. Suas umidades podem fecundar um campo inteiro, vários campos inteiros, ares e ares de terra viva, semeada para sempre, para sempre festejada em janeiros e junhos de chuva e fartura. Eles se buscam tanto. Eles precisam tanto do suor um do outro, como as folhas precisam do orvalho, como a pedra preciosa precisa do engaste e do talento do ourives para não se perder entre a brutalidade. Eles bebem palavras, dos mais variados sabores, bebem-nas nos olhos um do outro. Seus olhos são cálices e são repletos de doçura e jamais saciam sua sede. Eles têm tanta sede. Eles se mexem tanto, têm tanta pressa e tão pouca agilidade. Tremem, temem, mentem, tentam não mentir, mas mentem; pois é da natureza humana, é da natureza dos jovens o ato de mentir e tremer diante da mentira – e é da natureza do homem errar e repetir o erro até que deixe de ser erro. Eles tentam, mas não podem acreditar em tudo o que sentem, e eles sentem tanto, eles têm tanto a sentir. Eles são texturas e reentrâncias, umidades, são aspereza e maciez, são aromas cíclicos, sobressaltos constantes. Eles são sondagens, emanações. Eles têm a forma da utopia em seu nascedouro. São como faróis sobre os penhascos, como chuva que não cessa, como um jardim de incertezas. Eles se amam, sobretudo se amam. E são tão jovens.



Escrito por clara às 13h31
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escrever divagarim

hora de escrever. hora de desconectar e viajar pra dentro. hora da estrela. hora de desligar das horas e pensar só no momento. hora de parar o tempo.

tempo de escrever. tempo de dispensar o termômetro e esquentar a alma. tempo de aquecer as falas, esfriar os ânimos, minimizar um pouco. tempo de tomar notas sobre a vida.

escrevo como respiro. mas isso só seria verdade se vivesse asfixiada, pois tenho escrito muito pouco. mas escrevo como respiro, em fluxos, em idas e vindas, em ondas cada vez mais espaçadas.

escrevo assim, como vivo. escrevo divagarim.



Escrito por clara às 13h17
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